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A mãe imperfeita

Porque a maternidade é difícil. E as mães precisam de rir.

A mãe imperfeita

Porque a maternidade é difícil. E as mães precisam de rir.

17
Dez18

Este é o Jornal Imperfeito #4

Tenho reparado que nas páginas conhecidas anda tudo a fazer listas dos melhores e piores qualquer coisa de 2018 e eu, que não posso ver nada, também quero, pronto. Vai daí que, a partir de hoje e até ao final do ano, vou sempre acabar o nosso jornal com a atribuição de um louvor a alguém que se tenha distinguido nesta coisa da maternidade/parentalidade/fazer filhos.

 

Mas por agora vamos às notícias que realmente interessam!

 

Toy.png

Se essas vossas cabecinhas já estão na pecuária podem tirar daí o sentido porque não vou entrar pela piadinha fácil de dizer que o homem que canta que vai "hum hum" toda a noite afinal precisa dos comprimidos do Futre. Só usei esta notícia porque, ao lê-la, descobri um facto que deu todo um novo sentido à minha vida: vocês lembram-se daquela música que começava assim "cheguei a casa e abri o meu livro para estudar / para aprender é preciso saber como é bom cantar / numa canção escolho um tema de escola "pra" começar / repete agora comigo estas letras que eu vou gritar"? Lembram? Pois fiquem a saber que foi escrita pelo Toy. O próprio. O de Setúbal. Aquele que há uns anos apareceu num programa de televisão a conduzir com os joelhos. E já agora fiquem também a saber que o Toy, na verdade, se chama Pedro Rodrigues (e eu gostava de ter sabido disto antes de nomear o meu mais velho caraças). Pronto, depois digam que não aprendem nada com a imperfeita...

 

Rita Pereira.png

 E para nos mantermos no tema televisão gostava de falar um bocadinho sobre a estreia daquele programa em que os famosos dançam. E não, não vou entrar na discussão se é um programa melhor que o dos casados que, dizem as más-línguas, tem lá um Conde que está pior que o Toy naquilo de se aguentar à noite, um esgalgado qualquer que destapa um frango ao pequeno-almoço e um rapazinho que é um psicopata em potência. Aquilo de que vou falar é da roupa (?) da Rita Pereira. 

Sim, é verdade que a pessoa está grávida. Mas parece-me que não havia necessidade de a mandarem fazer o programa de cinta. E se havia que fossem comprá-la à Chicco não era aos chineses de Queluz. Enfim... Fica a minha palavrinha de solidariedade à Rita que devia ter mandado aquela gente toda marrar com um poste quando lhe apresentaram aquele conjunto de cinta, soutien e robe mas depois botaram um stiletto para acompanhar. Eu garanto-vos que no lugar dela, perdida por perdida, tinha ido de chinelos de quarto.

 

E para não perdermos a embalagem da moda o que é que me têm a dizer da filha da Madonna que se apresentou nestes preparos?

Lourdes.png

E não estou a referir-me ao facto de não ter depilado as pernas que a isso faço uma vénia e desejo inclusivamente que se torne moda. É mesmo ao facto de ter ido para uma festa enrolada em papel higiénico... Esta não tem desculpas caramba! Eu sei que a mãe paga um disparate à Câmara Municipal de Lisboa para estacionar os veículos mas porra... Não sobram uns trocos para ir à Primark comprar um trapinho? E tudo bem que nestes eventos há sempre fila para as casas-de-banho e é uma aflição a pessoa estar ali à espera a agonizar e a pensar que não vai conseguir suster nem mais uma pinguinha (sei bem o que sofri nas queimas das fitas e nas ovibejas desta vida) mas havia necessidade de ir de fralda?

E antes que me chateiem que a fotografia não é desta semana aviso já que aqui neste pasquim o que conta é o meu timing. E eu só dei com ela ontem portanto está a valer.

 

 

Bem, para finalizar e antes da primeira distinção de 2018, hoje dei com a seguinte notícia:

Paris Hilton.png

Pois que a Paris quer um filho porque, diz na notícia, acha que um filho fica bem com a posição de empresária solteira e independente. E eu pergunto: é por ela ser rica que ninguém tem coragem de lhe dizer que um filho não é um caniche? É que a pessoa é muito inocente se acha que um filho é um objecto decorativo que a gente usa para fazer pendant com a carteira cara e com as madeixas californianas. Enfim... De qualquer das formas parece que a pessoa também está com dificuldade em arranjar esperma que lhe agrade porque não encontra nenhum à sua altura. Sucede que eu fui pesquisar ao Google e vi que ela tem 1.73m pelo que isso da altura não devia ser assim tão difícil. A não ser que... Vocês querem ver que ela anda a procurar o esperma num banco de dadores anões?

 

 

E agora que já honrámos a memória do Carlos Castro vamos então atribuir o nosso primeiro galardão do ano. Ai amigas... Confesso que até estou nervosa!

 

Na categoria

O PAI QUE TODOS QUEREMOS SER o vencedor é:

Feliciano.jpg

Não me digam que não estão a ver quem é? Deixem lá, se vos servir de consolo não devem ser as únicas... Acho que até os colegas de trabalho o conhecem mal, o que é capaz de ser derivado dele aparecer lá pouco. Mas vá, eu dou uma ajudinha. O senhor da fotografia é Feliciano Barreiras Duarte, o único homem conhecido até hoje que divide com Deus Nosso Senhor o dom da omnipresença. E qual era o pai que não gostava de ser omnipresente? Reparem bem, este senhor deputado é capaz de votar um orçamento de estado sem estar presente. Pode na boa ir ao lanchinho do dia do pai na escola do filho e, ao mesmo tempo, chumbar um projecto de lei. Eu pessoalmente adorava ser assim. De manhã enquanto despachava os putos em casa ia recebendo o turno no serviço e começando as higienes aos doentes, depois ia levar os miúdos à creche enquanto aspirava secreções orotraqueais, almoçava no bar do hospital ao mesmo tempo que ia adiantando o jantar em casa... Era bom, não era? Tinha-me evitado, por exemplo, a chatice de não poder estar na festa de Natal do Pedro o ano passado porque não consegui trocar a tarde. Enfim... A verdade é que todos os pais gostavam de ser como Feliciano Barreiras Duarte. Daí a merecida distinção.

 

 

E pronto, para a semana há mais. Porque há coisas que são demasiado importantes para vivermos sem saber.

 

 

 

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