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A mãe imperfeita

Era uma vez uma mãe que estava tão cansada de ouvir histórias cor-de-rosa sobre a maternidade que decidiu criar um blogue e contar as verdades todas. Agora aguentem-na.

A mãe imperfeita

Era uma vez uma mãe que estava tão cansada de ouvir histórias cor-de-rosa sobre a maternidade que decidiu criar um blogue e contar as verdades todas. Agora aguentem-na.

13
Fev18

Mascaradas de rabo e mamas

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Deixem-me lá começar já por explicar que a fotografia que ilustra este post está assim uma bela porcaria mas gostava de vos ver fazer melhor com os olhares assassinos da chinesa da loja sobre vocês. Gosto muito dos meus rins e quero mantê-los, a ambos, pelo tempo que me for possível. Vai daí não arrisquei muito não fosse ela agarrar o paninho com éter e carregar-me para dentro da banheira, previamente cheia de cubos de gelo, e depois aparecer o marido de bisturi na mão pronto para me fazer uma incisão nas costas. Pronto, agora que esta parte está esclarecida, passemos ao próximo ponto da ordem de trabalhos.

 

Então a coisa é a seguinte, irritam-me até à inconsciência estas máscaras de enfermeiras boazonas. E as razões são variadas sendo que, algumas delas, até são bastante nobres. Odeio esta sexualização da enfermagem, vinda directamente dos tempos da pêra cozida, onde as enfermeiras eram uma classe exclusivamente feminina e muito pouco respeitada. Porra, se as enfermeiras (e mais tarde os enfermeiros) não lutaram pelo seu reconhecimento profissional. Merecemos mais que esta parvoíce da enfermeira porcalhona, de mamas de fora e seringa na mão prontinha a dar a pica. E se por acaso, tu que estás a ler isto, és um desses tarados javardões que fantasia com enfermeiras aconselho-te uma visita a uma unidade de cuidado intensivos. Quando lá estiveres de tubinho na boca podes sempre, para passar o tempo (diz que lá uma hora são três dias), tentar encontrar semelhanças entre estas fardas e os pijamas que usamos na realidade.

 

Seguimos então para bingo com a constatação de que eu sou uma pessoa que não gosta do Carnaval. Não sou de Torres Vedras, de Sines ou de Ovar e, como tal, o Carnaval para mim é só um dia como os outros mas com a obrigação adicional de arranjar uma máscara para os putos. Acho óptimo que haja quem goste mas, ainda assim, assumo a minha incapacidade para compreender o conceito de Carnaval com 6ºC onde as mulheres andam montadas num biquini forrado a lantejoulas e com o samba, essa dança tão portuguesa, no pé. Está frio. É Inverno. Não estamos no Brasil. Mas assumo que o defeito possa ser todo meu.

 

Ora e para fechar o assunto deixem-me partilhar convosco a minha última indignação no que à epoca carnavalesca diz respeito. Portanto ontem foi dia de milhentas festas e bailes de Carnaval e, como consequência, hoje o meu mural do Facebook está inundado de fotografias das máscaras do povo todo. E, se é verdade que há máscaras muito, muito giras e originais, também é verdade que há ali meia-dúzia delas que olhem, Deus nos ajude. Uma pessoa que no carnaval sai à rua de mini-saia de couro, soutien de renda preta e chicote na mão está vestida de quê? E uma de saia de pregas a mostrar o rabo, sapatos de salto encarnados e camisa branca aberta até ao umbigo? Esclareçam-me porque não chego lá. Será uma homenagem àquelas senhoras que não podem descontar para a segurança social? Aquelas desgraçadas que nem a recibos verdes podem trabalhar? Ajudem-me por favor. Resolvam este mistério.

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