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A mãe imperfeita

Porque a maternidade é difícil. E as mães precisam de rir.

A mãe imperfeita

Porque a maternidade é difícil. E as mães precisam de rir.

15
Nov19

Sobre a infertilidade

 

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Quase todos os dias, quando abro o e-mail da mãe imperfeita, tenho uma ou duas propostas para parcerias ou divulgação de produtos. Geralmente dou uma leitura rápida e declino educadamente (ou um bocadinho menos educadamente quando as propostas são feitas por gente que, de forma mais que evidente, nunca perdeu dois minutos a ler aquilo que escrevo). Acontece que, desta vez, recebi um e-mail diferente, onde me era pedida a divulgação de uma plataforma que, depois de “espreitar”, não pude recusar.

 

Suponho que nos próximos dias as redes sociais se encherão com partilhas sobre esta página e não faço ideia em que circunstâncias e condições o farão. Mas faço ideia das minhas porque durante anos, por ser celíaca, vivi com medo que a infertilidade fosse a minha história. Então não, não dava para responder com o costumeiro “agradeço o contacto mas não estou interessada”.

 

A verdade é que não acredito que haja uma única mulher que quando pensa em engravidar não sinta o bichinho da dúvida do “e se eu não conseguir?”. E depois a pressão social ainda é retrógrada ao ponto de atirar, quase sempre, a culpa para a mulher… Assim quase como se fizéssemos os filhos sozinhas e os espermatozoides só lá estivessem para compor, ao melhor estilo dos naperons de renda nas costas dos sofás na década de 80.

 

E os casais que se calam e ficam a sofrer sozinhos e em silêncio, sem procurar ajuda? A desinformação nesta área é avassaladora e entra um bocadinho de tudo: medo, vergonha, pressão social e, acreditem, até devaneios místicos. Acontece que a ciência evoluiu, levando a medicina a reboque, e, neste momento, há muito que pode ser feito para evitar que a infertilidade seja uma “sentença de morte” no sonho da paternidade.

 

O site www.fertilidade.info , a tal plataforma que vos falei no início, para além de explicar o que é a infertilidade, também a trata nas vertentes do homem e da mulher, mostra os vários tratamentos disponíveis (sem impingir marcas ou instituições), tem montes de bibliografia CIENTÍFICA e dá ainda um enfoque importante à parte psicológica do processo que, não me venham cá com histórias, é, de certeza, estupidamente dolorosa.

 

Dito isto, se estão neste caminho ou se conhecem alguém que por lá esteja a passar, este site pode ser uma óptima ajuda. Palavra de imperfeita.

 

(Ah, eu também estou aqui, ok? A caixa de mensagens está à distância de um clique, nunca se esqueçam disso.)

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