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A mãe imperfeita

Era uma vez uma mãe que estava tão cansada de ouvir histórias cor-de-rosa sobre a maternidade que decidiu criar um blogue e contar as verdades todas. Agora aguentem-na.

A mãe imperfeita

Era uma vez uma mãe que estava tão cansada de ouvir histórias cor-de-rosa sobre a maternidade que decidiu criar um blogue e contar as verdades todas. Agora aguentem-na.

24
Fev18

"Tira a mão da minha chucha"

 

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Na primeira vez que vi o Pedro ele já estava de chupeta na boca. Suponho que na neonatologia, para lhes dar algum "consolo" uma vez que as mães estão ausentes por longos períodos, seja uma espécie de prática comum. Como devem imaginar a mim não me incomodou nadinha e já por diversas vezes me vi a agradecer por este amor que ele desenvolveu à chupeta (e não, não condicionou nada a amamentação que ele fez sempre pegas perfeitinhas). Acho que nestes quinze meses ainda não houve uma única crise de choro que a "fiel amiga" não acalmasse. O meu marido chama-lhe "o alprazolam do puto", por isso podem ver. Quando acorda a meio da noite é só meter a chupeta e volta a adormecer, se faz uma birra a chupeta resolve, se cai e se magoa a chupeta funciona como uma espécie de analgesia. Juro-vos que este amor me tem dado um jeitão.

 

Mas isto, como tudo na vida, há sempre quem não ache bem e, nos últimos tempos, tenho levado com carradas de comentários do tipo "ele já é um bocadinho grande para tanta chupeta" (oi? Tem quinze meses pessoas, não tem quinze anos), "vai ficar com os dentes todos tortos", "por este andar não o desabituam dessa porcaria até chegar à escola primária" e outros assim do tipo. E a mostarda já me está a começar a subir ao nariz. Na útlima consulta, inclusivamente, comentei este amor dele pela chupeta com a pediatra que encolheu os ombros e me respondeu "deixe-o" (percebem porque é que a adoro?). Posto isto resolvi mesmo deixá-lo. Fica com a chupeta. As horas que ele quiser, quando ele assim o entender, sempre que precisar.

 

Se os dentes vierem tortos olhem... Estes também hão-de cair e nascer novos e, de todas as formas, custa-me a crer que ele chegue à escola primária montado na "pepê". Se chegar... Logo vejo o que fazer, não precisam de deixar já nomes de psicólogos infantis nos comentários. É só que quando penso em acabar com a chupeta de vez o meu coração até se encolhe. Vem aí um irmão, uma fase de adaptação certamente difícil, e eu vou tirar-lhe uma das coisas que ele mais gosta? E da minha parte, sendo egoísta bem sei, vou demorar vinte minutos a acalmá-lo quando agora o consigo fazer em vinte segundos? Deves ser isso...

 

O meu puto fica de chupeta. E se a mamã decidiu está decidido!

 

(E o título brejeirinho deste post, já ganhou não foi?)

 

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